Contra o Imperialismo de qualquer tipo, até dos que se dizem marxistas.
Porque nem o Leninismo, que eles defendem, defende tamanha afronta à Liberdade nem à auto-determinação dos povos.
O Povo Tibetano vencerá!
March 18, 2008 by Miguel C. Romão
Contra o Imperialismo de qualquer tipo, até dos que se dizem marxistas.
Porque nem o Leninismo, que eles defendem, defende tamanha afronta à Liberdade nem à auto-determinação dos povos.
O Povo Tibetano vencerá!
Pois, mas uma teocracia medieval também não é muito boa para os povos.
Ou será?
O que está aqui em causa não é o estilo de governo, mas a capacidade de auto-determinação de um povo com cultura e história próprias.
É verdade que o Tibete era, no mínimo, uma sociedade primitiva aquando da invasão da China, contudo depressa se formou como uma nação que conferia capacidade àquele povo de se organizar politicamente para as negociações com a China (antes da invasão armada).
Ninguém no seu perfeito juízo e consciência política defende uma teocracia medieval, incluindo o próprio Dalai Lama. O Dalai Lama assume as suas funções como representante do povo tibetano porque era essa a sua função quando fugiu para o exílio (relembre-se que em tenra idade). O Dalai Lama, que se diz bastante marxista (o que se mostra uma certa honestidade intelectual superior ao preconceito que sofre na pele por esta ocupação imperialista), defende um regime democrático e laico para o Tibete.
Actualmente dá o braço a torcer por uma postura pró-autonomia e não de independência. Ele acha que é o mais sensato e o melhor para o povo tibetano nesta altura, o espírito moderado e sensato não me desagrada, mas o meu desejo para aquele povo é mesmo de independência. Mas lá está, isto se o povo decidir e desejar pela sua auto-determinação. O que é o caso, visto que os motins e demonstrações de revolta já fugiram ao controlo do Dalai Lama que, em coerência com o que acredita, recusa uma abordagem violenta.
É por isso que acredito, honestamente e acho que não muito ingenuamente, que a autonomia do território e o regresso do Dalai Lama levariam a uma construção de uma democracia laica, o que é, a meu ver, sempre desejável.
Muito bem, se assim é estou de acordo.